K_05 Still femme

Ma rage, ma peine, ma haine n 'est pas d'être une femme . Mais de me taire quant le dais m'exprimer.

trecho da música Ma rage de Zara Mousa.

César Meneghetti

Vídeo / fotografia, 2008

Câmera Sam Cole

Fotografia Enrico Blasi

Música Zara Mousa / Remix: Matthew Mountford

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Entre 1984 e 2007, a comunidade internacional, a FAO, o WFP e a Cooperazione Italiana se mobilizaram para combater a fome no Vale de Keita, lugar que havia passado em 1983 por uma grande seca, desertificação, empobrecimento agrícola e êxodo rural masculino. O renascimento do Vale de Keita foi possível graças ao extraordinário esforço dos moradores da região, na grande maioria mulheres como as retratadas em K 05_still femmes, que plantaram quase 20 milhões de árvores nos últimos 25 anos, e que conseguiram reconstruir a vida econômica da inteira região. A trilha sonora é  uma composição da única rapper feminina da África Ocidental, ZM (Zara Moussa), intitulada “Ma Rage”, que foi rearranjada e remixado pelo DJ Matthew Mountford a partir de sons e músicas gravados ao vivo por Meneghetti no Níger.

 

Entre junho e novembro de 2007, César Meneghetti, o fotógrafo italiano Enrico Blasi e o cinegrafista inglês Sam Cole participaram de diversas missões ao Vale do Keita, dentro  do  projeto  de  PAFAGE  (IBIMET – Conselho Nacional de Pesquisa Italiano), a fim de registrar o trabalho da população em luta constante contra  a  desertificação  na  zona  limítrofe  entre  o  Saara  e  a  África  central. Meneghetti e seus parceiros participaram deste cotidiano, recolheram depoimentos, e puderam trocar pensamentos e sensações com uma população de camponeses sobre alguns conceitos básicos da existência.

K05_still femme integra o projeto K Lab Interacting on reality interface (vídeo, fotografia, instalação - 2008).

CÉSAR MENEGHETTI Artista visual paulistano, estudou e trabalhou em Londres, Roma e Berlim entre 1987 e 2016. Seu trabalho é centrado no conceito de fronteiras, migração, problemáticas sociais, globalização assim como à questão do outro antropológico. Utiliza as novas mídias, instalação, performance, e outras mídias como desenho, fotografia e pintura. Marcou presença na 51ª e 55ª Bienal de Veneza, Bienal de Sharjah, Bienal de Cerveira, Bienal Adriatica, Bienal de Teheran, Bienal de La Paz e mostras em Museus e Galerias no exterior como o MAXXI, MACRO, El Museo Santa Fé, MLAC, Hit Gallery, Rosalux Berlin, Smith’s Gallery London, Sacrow Schloss, Trasmediale, Microwave Hong Kong, Palazzo delle Esposizioni, Recyclart Brussels, Tokyo Videoart Center etc. Prêmio Brasil de Arte Contemporânea (2010), Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea 2011, Prêmio Bienal Interamericana de Vídeo Arte (2009), Premio Globo Tricolore (2012), Nastro d’Argento (1996, 2004-09), Prêmio Cultural Petrobrás (2002-06), Premio PROAC de Artes Integradas (2017 e 2019), Em 2018-19 realiza e cura a mostra multimídia INCLUSION/EXCLUSION sobre diversas formas de exclusão na sociedade contemporânea no Complexo Vittoriano em Roma. No ano passado filma o documentário GLAUBER, CLARO (80’, 4K, 2020) selecionado no festival de Roma (Homenagens) e Prêmio da Crítica como melhor filme brasileiro na 44. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. www.cesarmeneghetti.net

SUELI ESPICALQUIS – “Caminho”